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Ecossistema de produtos: entrada, principal e recorrência

· por Pedro Moro · 6 min de leitura

Ecossistema de produtos: entrada, principal e recorrência

Tem um erro que eu vejo em quase todo negócio que está começando a vender pela internet. A empresa tem um produto só. Gasta para trazer o cliente, vende uma vez e pronto. No mês seguinte, começa tudo do zero, pagando de novo para achar gente nova.

Esse modelo cansa. E fica caro. Porque cada cliente novo custa dinheiro para chegar, e quem já comprou de você, que é quem mais confia na sua empresa, fica esquecido.

A saída é montar um ecossistema de produtos. Parece nome de empresa grande, mas a ideia é bem simples e serve para loja, clínica, prestador de serviço e até para quem trabalha sozinho. Eu vou te mostrar como penso isso desde 2019, quando comecei a ajudar empresário a conseguir cliente pela internet.

O que é um ecossistema de produtos

É a forma como as coisas que você vende se conectam. Em vez de um produto solto, você tem uma sequência. O cliente entra por uma oferta fácil, conhece o seu trabalho, compra a coisa principal e depois continua com você de forma recorrente.

Eu divido em três partes:

  • Porta de entrada: algo barato ou gratuito, fácil de dizer sim.
  • Produto principal: aquilo que realmente resolve o problema do cliente e onde está a maior parte do seu faturamento.
  • Recorrência: o que faz o cliente continuar pagando ou voltando todo mês.

Uma academia faz isso sem nem pensar: aula experimental gratuita, plano mensal, e depois personal, suplemento, avaliação física. Um petshop também: o primeiro banho com desconto, o pacote de banhos, a ração entregue todo mês. Quando você enxerga isso, começa a ver em todo lugar.

Porta de entrada: o primeiro sim

A porta de entrada existe para uma coisa: fazer a pessoa experimentar você sem medo. Ela ainda não te conhece. Pedir de cara uma compra grande é como pedir alguém em casamento no primeiro encontro.

Exemplos de porta de entrada

  • Clínica de estética: uma avaliação gratuita ou uma sessão avulsa com preço menor.
  • Escritório de contabilidade: um diagnóstico rápido da situação fiscal da empresa.
  • Loja de cosméticos: um kit de amostras ou um produto pequeno com frete grátis.
  • Professor particular: uma aula de nivelamento.
  • Empresa de dedetização: uma vistoria sem custo.

O cuidado com a porta de entrada

Ela não pode ser ruim só porque é barata. Se a experiência for fraca, o cliente não passa para o próximo passo. A porta de entrada é a amostra do que você entrega. Tem que deixar o cliente pensando "se isso aqui é bom, imagina o resto".

Outro ponto: ela precisa levar naturalmente ao produto principal. A avaliação da clínica tem que mostrar ao paciente o que ele precisa tratar. O diagnóstico do contador tem que mostrar onde a empresa está perdendo dinheiro. Se a porta de entrada não abre conversa para o próximo passo, ela vira só um brinde.

Produto principal: onde o negócio se sustenta

É o que você faz de melhor. O tratamento completo, o projeto, o pacote de serviço, o produto de maior valor da loja. É onde está a margem.

Muita gente tem um bom produto principal e não vende porque tenta vender direto para quem nunca ouviu falar da empresa. Com a porta de entrada antes, a conversa muda. O cliente já conhece o seu atendimento, já viu o seu cuidado. A venda fica mais fácil porque a confiança já começou.

Como deixar o produto principal claro

  • Diga qual problema ele resolve, com as palavras do cliente, não com termo técnico.
  • Mostre o que está incluso. Cliente desconfia do que não entende.
  • Tenha um preço que você consiga explicar. Se nem você sabe justificar, o cliente também não vai aceitar.
  • Tenha no máximo duas ou três versões. Opção demais trava a decisão.

Um exemplo: um fisioterapeuta que vende sessão avulsa pode criar um programa de tratamento com número definido de sessões, acompanhamento por WhatsApp e reavaliação no final. É o mesmo trabalho, só que organizado de um jeito que o paciente entende o que está comprando e para onde está indo.

Recorrência: o cliente que fica

Aqui está a parte que mais muda a vida de um negócio. Recorrência é quando o cliente continua com você sem que você precise convencer de novo a cada mês.

Formas de criar recorrência

  • Assinatura ou plano mensal: manutenção de site, plano de limpeza, mensalidade de academia.
  • Reposição: ração, suplemento, cápsula de café, produto de limpeza. Coisas que acabam.
  • Manutenção: revisão do ar-condicionado, limpeza dental periódica, revisão do carro.
  • Acompanhamento: depois do tratamento principal, um plano de manutenção com retorno programado.

Pensa numa oficina mecânica. O cliente vem trocar o óleo, que é a porta de entrada. Descobre um problema no freio e faz o serviço, que é o principal. E aí entra num plano de revisão com lembrete pelo WhatsApp. Quando chega a hora, a oficina avisa. O cliente não precisa lembrar, e não vai procurar outra.

O cliente mais fácil de vender é o que já comprou de você e saiu satisfeito. A recorrência é só uma forma organizada de não deixar ele ir embora.

Recorrência precisa de contato

Não adianta ter um plano bonito se você some depois da venda. A recorrência se mantém com lembrete, com conteúdo útil, com uma mensagem no momento certo. Uma lista de clientes numa planilha, com a data da última compra, já resolve muito para quem está começando.

Como montar o seu na prática

Pega papel e caneta e responde estas perguntas:

  • Qual é o meu produto principal hoje? O que mais resolve para o cliente e deixa margem para mim?
  • O que eu poderia oferecer antes, mais barato ou grátis, que mostre meu trabalho e leve para esse principal?
  • Depois que o cliente compra, do que ele vai precisar de novo? Com que frequência?
  • Como eu vou manter contato com ele entre uma compra e outra?

Não precisa ter tudo pronto. Comece pelo que já existe. Muitas vezes a porta de entrada já está aí, só não foi pensada como porta de entrada. E muita recorrência se perde por falta de um simples lembrete.

Depois, conecta tudo com o seu marketing. O anúncio leva para a porta de entrada. O atendimento leva para o principal. O pós-venda leva para a recorrência. É isso que a gente chama de funil, e é esse tipo de estrutura que a Alcance Certo monta para empresas que querem parar de depender de uma venda solta.

Se quiser ajuda para montar isso no seu negócio, clique em Fale com a gente.

Perguntas frequentes

Ecossistema de produtos serve para quem presta serviço?

Serve, e muito. Um prestador de serviço pode ter uma avaliação como porta de entrada, o serviço completo como principal e um plano de manutenção como recorrência. Não precisa ter produto físico.

A porta de entrada precisa ser gratuita?

Não. Pode ser gratuita ou paga com preço baixo. O importante é que seja fácil de aceitar e que leve naturalmente para o produto principal.

Quantos produtos eu preciso ter?

Para começar, três já resolvem: um de entrada, um principal e um recorrente. É melhor ter poucos bem conectados do que muitos soltos.

E se o meu produto não tem como ser recorrente?

Quase sempre tem algo que se repete: manutenção, reposição, um serviço complementar ou até indicação. Se não houver mesmo, a recorrência pode vir de produtos relacionados que o mesmo cliente compra depois.

Preciso de ferramenta cara para organizar isso?

Não no começo. Uma planilha com os clientes, o que compraram e quando, junto com o WhatsApp Business, já permite fazer lembretes e ofertas no momento certo.

Quer montar isso no seu negócio?

Deixe seu contato e a equipe chama você no WhatsApp.

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Pedro Moro

Fundador do Grupo Lodedi e da Alcance Certo. Desde 2019 ajuda empresários e autônomos a conseguir clientes todos os dias pela internet.

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